quinta-feira, 30 de julho de 2009

é uma maluqueira... parte 2

Ontem fomos apresentados ao Interpasse. Por iniciativa própria, mandei um e-mail a solicitar informações, e por política da empresa, telefonaram-me a marcar uma reunião com um agente interpasse. Lá fomos ao dito hotel, cheios de curiosidade.
Tudo era lindo e maravilhoso e barato e cheio de classe e facilidades. Pois que conseguíamos fazer férias em sítios realmente bons por preços de sítios banalíssimos. Isto tudo se aderíssemos ao cartão gold, caso contrário, seríamos uns sócios normais, com descontos normais e com vantagens normais. Mas (e há sempre um "mas" nestas coisas)... tínhamos que assinar um contrato, no valor (mínimo) de €3000 naquele instante. Sem pensar nem hesitar, tinha que ser na hora (até parece que têm medo que as pessoas pensem no assunto e se informem).
Outros gandas malucos!!!!

quarta-feira, 29 de julho de 2009

é uma maluqueira

Já alguém ouviu falar da novidade para estimulação da natalidade em Portugal? Parece que o governo, a continuar governo em função, vai dar aos bebés 200€. A colocar numa conta a prazo só possível de mexer depois dos 18 anos. É a loucura! Seus gandas malucos!

terça-feira, 28 de julho de 2009

na mesa ao lado

A minha colega da secretária ao lado é uma querida. É surda-muda, o que requer mais atenção para conversar com ela, porque tenho que olhar para tudo o que ela diz, uma vez que o diz com gestos (e a maior parte deles eu não percebo). Mas é tendencialmente triste. Ou pelo menos tudo o que diz é triste. Não sei se só está rodeada de doenças e problemas, mas o facto é que conhece um montão de gente que está enfermo, ou desempregado, ou triste. Às vezes, tento que ela não converse comigo. Isto das conversas tristes atraem tristeza, e eu não tenho tempo nem vontade de me deixar entristecer.

domingo, 26 de julho de 2009

(não)gestão de condomínio

Temos uma empresa que gere o nosso condomínio. Todos falam muito mal das empresas que gerem os condomínios, e achamos sempre que só acontecem coisas más com os outros. Ou que, os nossos problemas não serão tão grandes. Afinal, somos apenas 5 condóminos, num edifício que nem elevador, nem garagem, nada que dê problemas de maior. Mas o facto é que a nossa empresa gestora não funciona. Estamos, consecutivamente, a enviar-lhes e-mails ameaçadores e eles nada! Escrevemos que os despedimos, e nada! Que vamos dormir para um hotel, sendo a conta, por conta deles (por causa do cheiro nauseabundo do suposto-bicho-morto-no forro-das-escadas), e nada! Somos antipáticos e falamos zangados de cada vez que nos encontramos, e nada! Por isso, estou rendida! As empresas de condomínio não prestam. Esta, particularmente, é uma porcaria!
E estou fartinha de ter pulgas como animais de estimação, porque a porcaria do cheiro horrível não desaparece (e nem o spray ambientador que lá pusemos funciona!) e o idiota do gestor de condomínio não faz nada! Além disso, coitadinho, o senhor é autista. Tem lá o mundo dele. Não adianta dizer-lhe que o telhado tem um problema num determinado ponto e precisa ser impermeabilizado, porque ele, sem orçamento nem visita ao telhado, quer mudar telhas. Ou dizer-lhe que queremos uma empresa de desinfestação para ver o cheiro, porque ele traz um desentupidor. Ou mesmo, numa simples visita de rotina, assenta na sua folha (do seu mundinho) que não há anomalias, quando não se consegue respirar (por causa do cheiro), existe uma fuga de água na parede (mesmo por baixo da dita folha) e as escadas estão imundas (porque a empresa de limpeza não aparece).

sexta-feira, 24 de julho de 2009

just girls... foi só curtir

É engraçado como tudo começou... Um jantar entre três amigas, em que duas delas levaram outra amiga. Éramos cinco. Eu incluía-me na amiga da amiga. Foi muito giro o à vontade que surgiu entre nós, e a forma como os temas surgiram fluentemente.
Seguiu-se um outro, com pessoas novas, e outras repetidas. Foi igualmente bom. Num sítio lindo, com o mar como pano de fundo. Ontem foi outro. O mesmo mar como companhia. Mais amigas de amigas. Grupos cruzados de meninas. E a mesma fluidez de temas. Contam-se histórias de vida. Da vida de cada uma. Fala-se dos filhos, dos maridos, das sogras, das sogras das amigas, do trabalho, dos medos, ansiedades, de depilação, cabeleireiro e unhas (não fosse este um jantar de pipis). Falamos de temas interessantes e assuntos ocos. E, acima de tudo, divertimo-nos muito. Rimos alto. De gargalhada aberta.
E eu, saio destes encontros, muito preenchida. Muito feliz. Porque conheço pessoas muito diferentes. Com vidas muito distintas. Que falam de si, das suas histórias. Que me fazem desligar um pouco da minha vida, do meu mundo. Que me fazem sonhar. Com quem me permito ser quem sou, sem medos de não agradar.
Claro que, há as pessoas com quem mais me identifico. Que telefono para sair, ou para conversar. E depois há outras... que fazem eco dentro da cabecinha linda! Mas o conjunto, é muito divertido.

quinta-feira, 23 de julho de 2009

B A BA

A vida é um conjunto de ciclos sequenciais... Ora estamos em cima, ora em baixo. E sempre que estamos pior, virá sempre o momento seguinte que conseguiremos olhar para trás e sorrir, do que aconteceu, do que sentimos, do que vivemos. Às vezes, quando estou muito bem, muito feliz da vida, em que acho que tudo é perfeito e que nada podia ser melhor, vem alguma coisa que me faz assentar os pés no chão e (re)perceber que nada é perfeito. E nessas alturas, em que entro na parte baixa do ciclo, tento perceber, a todo o custo, o que será que tenho que reter daquela situação. Sim, porque acredito que tudo, acontece na vida, para nos ensinar algo. E que enquanto não percebemos o que é esse "algo", vamos viver sempre essa lição, até conseguirmos fazer a aprendizagem. Então, esforço-me mesmo muito, para reter, o quanto antes, a lição. Para poder seguir para a parte alta do ciclo, e poder voltar a achar tudo perfeito e lindo e tudoetudoetudo.

quarta-feira, 22 de julho de 2009

é frutóchocolate

Há sítios que têm piada... muita piada mesmo. O estaminé onde trabalho é um deles. Tem todos os cromos da caderneta.
Ele há os que jogam às cartas no computador, os que fazem tricô, os que vêm telenovelas no youtube, os que dormem a sesta, depois de almoçar no restaurante e pôr na conta do empresa, os que, depois do almoço, vêm enfrascados, os que contam as beatas de cigarro, dos outros, no cinzeiro, os que mantém blogues... Há para todos os gostos!
(Também os há a controlar quem vai à casinha e quanto tempo demoram... para perceber se podem ou não ir a seguir!)

segunda-feira, 20 de julho de 2009

Grey's Anatomy


Acabou a 5ª temporada da Anatomia de Grey. E agora? Como saber se a Izzy realmente morreu? Ou o George? E a Cristina? Fica mesmo com o Hunt? Aquilo resulta ou ele vai estrangulá-la até à morte? E a Miranda? Será que fica bem, depois de desistir de pediatria e separar-se? Quer dizer... é um monte de gente que fica em stand by até estrear a próxima temporada...

domingo, 19 de julho de 2009

relações

As relações entre pessoas são coisas engraçadas. Primeiro, temos que nos habituar a viver e conviver com quem nos cria. Eles têm hábitos que passam a ser os nossos. E fazem as coisas de um modo que passa a ser o nosso modo de as fazer. E isto muda de casa para casa, logo de indivíduo para indivíduo (e somos muitos). Ora quando duas pessoas, aos 30 anos, decidem juntar os trapinhos, juntam, também, hábitos e modos diferentes de fazer as coisas. E engraçado é que julgam, com a maior das certezas, que esse mesmo modo ou hábito é o correcto. É assim que se faz, como "eu" faço (e mai nada!). Esquecem-se, porém, que o outro também pensa (na maior das certezas) assim. E surgem discussões estrondosas, sobre qual do lados será o correcto para o papel higiénico desenrolar (por exemplo... há outros motivos tão bons ou melhores que este).

É bom mudar (ou reaprender a ser quem era). Ontem saímos. Fomos dançar. Não o fazia desde 13 de Outubro do ano de 2007, por isso, imaginem... estava com muita vontade e não tinha consciência disso!!! Durante a noite, falei sem pensar antes (e não fez mal nenhum) dancei a contrariar o sono que começava a sentir (lembrei-me de ti, C. era o que me disseste vezes sem conta para fazer, porque sabias que, a seguir, eu ia gostar). E gostei. Gostei muito mesmo.

sexta-feira, 17 de julho de 2009

tauromaquia

imagem retirada da internet

Ontem fui ver um espectáculo de espectáculo. O Pedrito no seu melhor. O Hermoso como nunca o tinha visto (não tinha visto mesmo, mas adorei) e o Vitor Mendes no seu bailado de bandarilhas. Muito bom mesmo. As mãos, no final, doíam de tanto aplaudir.
Mas fez-me espécie, ver os senhores que são contra as corridas de toiros, encurralados (ou será melhor dizer enjaulados) num espaço pequeno, à porta do Campo Pequeno, sentados no chão com velas acesas (ao jeito da oração de Taizé). Eu até percebo a causa dos senhores, a sério que sim. Coitadinhos dos toiros, que são espetados (e tão bem espetados que eles foram) durante uma série de horas. Mais vale banir a raça do cimo do planeta (pois que ela não existia se não fossem as corridas). E também se esquecem, os senhores sentados no chão (com as velas acesas em protesto a quem gosta de uma coisa são nossa) que o bicho tem um par de cornos que magoa, quando acerta nas pessoas e nos cavalos. E ele acerta. Acreditem! É uma luta no mesmo patamar. Uns têm cornos, outros bandarilhas (no caso dos cavalos, coitadinhos, não têm nada).
Por isso, senhores em protesto, vocês têm todo o direito de não gostar. Fiquem em casa, não assistam na televisão, não comprem revistas, não potenciem algo que não vos agrada. Mas nós, aficionados, temos todo o direito de gostar. E por isso vamos às corridas e aplaudimos, de pé, um espectáculo lindo, corajoso, elegante, com direito a hino de Portugal (cantado de pé e mão ao peito).
Ah! E nunca tinha ido à Praça de toiros do Campo Pequeno. É bonita, sim senhor! Pequenina, mas toda pipoca!!!!

quarta-feira, 15 de julho de 2009

hoje

Hoje sinto mesmo que começou um novo ciclo. Sinto-me mais leve. Mais consciente de mim mesma.. dos meus medos, das minhas inseguranças, do meu eu escondido do mundo e de todos. Hoje sinto que sou capaz de enfrentar o mundo. De deixar o meu espírito voar, crescer e voltar a olhar o mundo de frente... ou como se diz no Ribatejo: de agarrar o touro pelos cornos.

terça-feira, 14 de julho de 2009

o início

Falo muitas vezes do que devo e como devo. Raramente falo como quero, no tom que entendo, da forma como me apetece. Deixo que me enterrem, aos poucos, numa coisa que não sou eu.
Hoje fiz uma leitura de aura (ou será melhor dizer, fizeram-me) e amei. Quis vir embora a meio, quis chorar, fechar os olhos e fingir que não estava ali... Quis, acima de tudo, enxotar tudo o que estavam a dizer, que eu já sabia, mas que não queria que dissessem em voz alta. E disseram! Tudo! Fui-me tornando em algo que não quero. Sou prisioneira de mim própria. E não quero.
Posso até dizer, que, a partir de hoje, de agora, tomei a decisão de ser o que quero. De agir como quero. De falar como quero. Mas não sei se sou capaz... Prometo, a mim própria, que vou tentar, com toda a força que existe em mim. Com toda a força que conheço em mim. Essa não vai deixar-me mal!