domingo, 27 de setembro de 2009

livros

Acabei de ler um livro, triste, que me fez chorar. Não era, de todo, uma leitura pesada, difícil ou intelectual. Era uma "novela" sobre a vida de uma mulher, de 30 anos, que tinha ficado viúva, com mensagens escritas pelo marido para os próximos 10 meses - uma para cada mês. Podia ter sido a maneira boa de dar a volta por cima e ter sobrevivido a uma tragédia (e em parte, foi), mas havia muitos "vazios" em muitas situações da vida dela, em muitos espaços, em muitos momentos. Chorei. Com o coração apertado. 
Não volto a ler livros que não trazem leveza ao coração e sorrisos na cara!

sexta-feira, 25 de setembro de 2009

lamúrias

Ontem foi jantar de gajas. E foi bom. Muito bom, mesmo! Mas fez-me pensar... Não sei se foi porque acabei a noite a falar de Angola, se foi porque me entusiasmei com futuros projectos das meninas... Fiquei meditativa com a vida! Porque me apetecia ter férias quando me apetecesse ter férias. Porque apetecia-me divertir-me no local de trabalho, despreocupadamente, como se fosse adolescente na escola. Porque apetecia-me fazer coisas divertidas, mas mesmo que não fossem divertidas, seriam assim, porque têm que ser feitas (e não apenas para ocupar o tempo). São dias (estes das queixas)... amanhã é melhor (até porque é sábado - o melhor dia da semana)!

quinta-feira, 24 de setembro de 2009

pensamentos

Quando percebes que dizem mal de toda a gente, inclusive daqueles que julgamos amigos, a probabilidade de não te maldizerem é ínfima.

trabalhos domésticos

Encontrar alguém que queira trabalhar lá em casa, tem-se revelado uma tarefa complicada. Dizem que há falta de trabalho e muitas pessoas desempregadas, mas de repente, parece que já não precisam assim tanto. E pôr alguém estranho lá em casa, também é esquisito. O dia inteiro a mexer nas minhas coisas!.. Enfim... A senhora que costuma lá ir (que já ia a casa da família) vai tentar a sorte noutro país (FORÇA, SÓNIA!!!!!!). De maneiras que agora, começamos a olhar para as paredes e móveis e roupa para passar e camas para fazer e tudoetudoetudo e sabemos que o ordenado que trazemos para casa ao fim do mês é, não só mas também, para comprar este tipo de luxos. Não me imagino a ficar em casa ao fim de semana porque tenho que limpar, ou deitar-me mais tarde, "morta" com dores nas pernas, porque tenho que passar a ferro. E nisto das lides domésticas, lá em casa, é tudo partilhado. Mas mesmo assim... 
Parece que o meu dia de sorte (nesta matéria) foi hoje. Se tudo correr bem (dedos cruzados para dar sorte) na próxima semana, entra ao serviço a Violeta do meu coração. Esperemos que seja uma flor que dure (ao contrário de todas as outras que entram lá de casa).

eleições


Domingo é já daqui a três dias, e eu estou tão baralhadinha!
(vou ali ler, pela milésima vez, os programas eleitorais, para ver se me consigo decidir)

terça-feira, 22 de setembro de 2009

Portugalinho

Fui à Segurança Social. Dito assim, até parece uma tarefa bastante simples, mas não é. Depois de ter tentado durante duas semanas, vezes consecutivas em horário normal, sem sucesso, lá me resignei a acordar cedo e fazer "filinha pirilau" como todos os outros que lá estavam. Acordei às seis e meia! Era de noite. Estava frio e a minha cama quente. E eu tinha sono. Mas madruguei. Cheguei à porta da dita passava pouco das 7 e lá fiquei, de livro aberto e olho meio fechado, à espera que as pessoas que lá trabalham se levantassem das suas camas quentes. De vez em quando deitava o olho para o fim da fila, e sorria vitoriosa por estar entre os primeiros. Sim, porque também eu já tinha passado pela parte em que chegava, olhava para o tamanho da fila e desistia, quase sem tirar senha.
Abriu às nove, como é suposto e, em vez de sermos nós a premir o botão para ter uma senha, existe um senhor segurança que adora ser útil e é o que faz: prime no botão vezes sem conta e espera que a senha saia na ranhura (deve ir todo contente para casa). Calhou-me o 6. Nada mal! Ah! e o prémio era esperar sentada. O que também não era mal pensado, uma vez que estava há quase duas horas à espera, em pé. Mas o prémio foi retirado muito de repente, (assim, como se tira um doce a uma criança a seguir a lho oferecer) logo depois de ter-se sentado, mesmo ao meu lado, uma daquelas senhoras que não tem nada mais para fazer o dia todo (vulgo, reformada), mas que decidiu entupir, àquela hora, aquele serviço público quando todos os outros que trabalham também o fazem. "É que eu não posso sentar-me ali ao fundo... está muito frio e eu não posso apanhar com o ar condicionado" (coitada, se tivesse que apanhar com o ar condicionado, ficava mal tratada) "é por causa do meu problema de respiração" (enquanto eu lhe virava, gentilmente as costas - não quero saber se ela tem ou não problemas respiratórios). Entretanto tocam-me "não lhe pode dar o lugar?", a apontar para uma senhora com as duas pernas ligadas (porquê eu?! porquê?! precisava mesmo daquela cadeira e, na realidade haviam outras, mas deviam cheirar mal. Ou isso, ou foi embirração. Eu votei embirração!). E pronto! De maneiras que o meu curto descanso foi curto mesmo. Levantei-me e continuei a ouvir queixas intermináveis sobre dores e artroses e muitas maleitas. Fugi. Fui para outro canto. Chegou mais uma funcionária. Aqui falava-se mal da senhora que atende (a que chegou em último). Ela senta-se no seu posto e, muito calmamente, começa a organizar o seu dia (ou disfarça bem). E olhavam para ela como se ela fosse criminosa. Eu até percebo. Numa repartição pública onde fazem fila para serem atendidas centenas de pessoas diariamente, estão a atender, nem 1, nem 2, 3 pessoas! Isso mesmo!!!!!! Uma, numa secretária "prioritária" e as outras duas, com MUITA calma para as outras pessoas todas. Claro que não estão ali para sorrir, nem para despachar trabalho - temos tempo. Fazem o trabalho delas, tratam mal quem podem (ou quem se presta a isso) e voltam para a vida delas. 
Assim de repente, sei lá, já que estamos mesmo próximo da eleições, o patrão delas devia estar mais atento... ou não?

quinta-feira, 17 de setembro de 2009

continuam a esmiuçar

imagem daqui

E veio o Paulinho das feiras, e não teve piada nenhuma... 
Não pegou em piadas para as transformar em piadolas (apesar de ter rido muito). Não deu saída nenhuma ao Ricardo Araújo Pereira. E só tentou ganhar votos e dizer que as sondagens eram mal feitas. Ah! E olhava para ver qual era a câmara que lhe dava atenção... 
Não foi culpa do Gato Fedorento, o candidato é que não esteve à altura!