A vizinhança é uma coisa engraçada! Há para todos os gostos e variam consoante bairros, cidades e edifícios.
Fomos jantar a casa dos nossos kambas. Vieram de férias e lá fomos nós comemorar o acontecimento. Estávamos nos aperitivos e já se tinha partido o único saca-rolhas lá de casa. Como não havia nada aberto àquela hora, tivemos que descer a escada e bater na porta do vizinho. Lá vamos nós, as três meninas, com o nosso melhor sorriso na cara (como eles nunca estão em Portugal, não conhecem os vizinhos). A Ana assegura que deve ser malta nova, porque tocam guitarra até tarde. Menos mal, pensámos. Vai na volta são tão simpáticos que vêm beber um copo connosco... Batemos.... pusemos o ouvido à escuta, e ouvimos barulho... devem estar quase a abrir... nada... Voltámos a bater... voltámos a ouvir barulho... nada... Batemos com um pouco mais de força... alguma agitação no interior... a porta abriu-se ligeiramente e vimos uns olhos a espreitar, de origem asiáticos. Meio a medo pergunta o que queremos, e entre a nossa explicação, começamos a ver surgir cabeças atrás da primeira. Depois de explicar (por entre gestos) e fazer o pedido de empréstimo, fecha-se-nos a porta na cara e vai à procura. E surge, de sorriso na cara, porta meio fechada, e outras cabeças lá atrás, com o saca-rolhas na mão.
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