segunda-feira, 14 de setembro de 2009

novo livro, saudade redobrada

Ontem comecei um livro novo. E quando peguei nele, lembrei-me quem me tinha oferecido, e em que circunstância. Eu e a C. costumamos trocar livros como presentes, quer de Natal, quer de aniversário. Gostamos de ler, e é fácil agradar. E sempre, desde sempre, escrevemos dedicatórias na página a seguir à capa. Este também tem uma... Eles ainda não sabiam que iam para Moçambique. Ela, falou de amor - entre casal, entre amigos, perto ou à distância. Ele, falou de África, e de um futuro aniversário em  terras africanas... 
Bateu uma saudade....

quarta-feira, 9 de setembro de 2009

ó vizinho...

A vizinhança é uma coisa engraçada! Há para todos os gostos e variam consoante bairros, cidades e edifícios.
Fomos jantar a casa dos nossos kambas. Vieram de férias e lá fomos nós comemorar o acontecimento. Estávamos nos aperitivos e já se tinha partido o único saca-rolhas lá de casa. Como não havia nada aberto àquela hora, tivemos que descer a escada e bater na porta do vizinho. Lá vamos nós, as três meninas, com o nosso melhor sorriso na cara (como eles nunca estão em Portugal, não conhecem os vizinhos). A Ana assegura que deve ser malta nova, porque tocam guitarra até tarde. Menos mal, pensámos. Vai na volta são tão simpáticos que vêm beber um copo connosco... Batemos.... pusemos o ouvido à escuta, e ouvimos barulho... devem estar quase a abrir... nada... Voltámos a bater... voltámos a ouvir barulho... nada... Batemos com um pouco mais de força... alguma agitação no interior... a porta abriu-se ligeiramente e vimos uns olhos a espreitar, de origem asiáticos. Meio a medo pergunta o que queremos, e entre a nossa explicação, começamos a ver surgir cabeças atrás da primeira. Depois de explicar (por entre gestos) e fazer o pedido de empréstimo, fecha-se-nos a porta na cara e vai à procura. E surge, de sorriso na cara, porta meio fechada, e outras cabeças lá atrás, com o saca-rolhas na mão.

terça-feira, 8 de setembro de 2009

eu, feliz


Permite-me, só por uns instantes, ficar radiante à brava por não ires embora. Por poderes ir ao médico e ao supermercado e ao banco e "à fava" comigo. Por poderemos passar o tempo a fazer nada juntos ou a fazer coisas realmente importantes. Por podermos optar por fazer coisas separados, mas sabermos que, no final do dia, acabamos juntos. Por continuares a partilhar todos os meus acordares silenciosos, os meus anoiteceres rabujentos. Por saber que estás no piso de baixo quando estou no piso de cima...
Depois, só depois, preocupa-mo-nos com o facto de ficares cá sem projecto activo.

segunda-feira, 7 de setembro de 2009

dúvidas existenciais

Francisca, 6 anos, primeiro filho. Pai, 36 anos, mente aberta.
Francisca recebe o seu primeiro livro sobre sexualidade (ninguém sabe quem ofereceu), com imagens muito reais e coloridas. Pai treme.
Francisca explora o livro, folheando-o consecutivamente e examinando cada imagem. Pai sua.
Francisca: "Pai! Como se fazem os bebés?"
Pai: "Com muito amor!"

sexta-feira, 4 de setembro de 2009

post mortem

imagem retirada da net

Morreu o nosso bonsai. Fomos de férias e deixá-mo-lo no hospital (porque também os há para estes bichinhos requintados). Sofria de folha seca e queda abundante. Pois que não resistiu. Primeiro foi o aranhiço que se lhe entrou. Depois outros bichos que o comeram... Fomos lá hoje para o levar de volta ao seu lugar (escada de emergência do prédio, do lado de fora da marquise, à janela), e só trouxemos o vaso.
Para a próxima já sabemos como fazer o despiste do aranhiço. Sim, porque vai haver próxima!

quinta-feira, 3 de setembro de 2009

agenda

Com receio do silêncio vazio em casa, comecei a programar e a atulhar a agenda para as próximas semanas, para, depois, cancelar a maioria dos "compromissos"... acaba sempre por me apetecer ficar enterrada no sofá, a assistir (leia-se a estupidificar) séries de televisão, enquanto a minha mente fica vazia e o coração não sente. Mas por enquanto, tenho uma lista interminável de coisas a fazer, assuntos a arrumar, pessoas para ver, outras para estar, actividades imperdíveis e acontecimentos-variadíssimos-que-não-me-lembro-agora... e depois chega Outubro.

quarta-feira, 2 de setembro de 2009

o agora


Esta, é uma altura em que aproveito o momento como se não houvesse amanhã. Chega a ser esgotante, mas muito estimulante e feliz. Acima de tudo, FELIZ!
amanhã logo se vê...